Lágrima de preta | Black Tear

Encontrei uma preta          I found a black woman
Que estava a chorar            Who was crying
Pedi-lhe uma lágrima         I asked her for a tear
Para analisar.                       To analyze.

Recolhi a lágrima                 I picked up the tear
Com todo o cuidado             With great care
Num tubo de ensaio             In a test tube
Bem esterilizado.                  Well sterilized.

Olhei-a de um lado              I looked at her from the side
Do outro e de frente            On the other and facing
Tinha um ar de gota             It looked like a drop
Muito transparente.             Very transparent.

Mandei vir os ácidos              I order the acids
As bases e os sais                  The bases and salts
As drogas usadas                   The drugs used
Em casos que tais.                  In such cases.

Ensaiei a frio                           I checked in the cold 
Experimentei ao lume             I tried it on fire
De todas as vezes                    Of all times
Deu-me o que é costume.        It gave me what is usual.

Nem sinais de negro              No signs of black
Nem vestígios de ódio            Not hate traces
Água quase tudo                    Water almost everything
E cloreto de sódio.                  And sodium chloride.

Um poema de António Gedeão, cantado por António Correia de Oliveira
meu poeta e meu cantor preferido – há muito um dos meus poemas preferidos de Gedeão, cantado por um dos meus cantores favoritos – tantas saudades

A poem by António Gedeão, sung by António Correia de Oliveira
my poet and my favorite singer – for long one of my favorite poems by Gedeão, sung by one of my favorite singers –  miss them so much .

Respeito | Respect | Rispetto | Respeto | Achtung | Respect

pelos Direitos Humanos SEMPRE for Human Right ALWAYS

dei Diritti Umani SEMPRE | a los Derechos Humanos SIEMPRE

der Menschenrechte IMMER | des Droits de l’Humanité TOUJOURS

Sempre o meu único desejo para qualquer ano/mês/dia/hora/minuto/segundo novo do resto das nossas vidas
Always my only wish for any new year / month / day / hour / minute / second of the rest of our lives

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Jornal de Letras
dois poemas tão atuais do final do artigo Sena e Sophia, dois poetas no princípio do mundo de Luís Filipe Castro Mendes, no JL , que desconhecia.

de Sophia
“Nestes últimos tempos, é certo, a esquerda fez erros
caiu em desmandos confusões praticou injustiças

Mas que diremos da longa tenebrosa e perita
degradação das coisas que a direita pratica?
(…)
Nestes últimos tempos é certo a esquerda muita vez
desfigurou as linhas do seu rosto

Mas que diremos da meticulosa e eficaz expedita
degradação da vida que a direita pratica?

de Sena
“Liberdade. liberdade
tem cuidado que te matam

Com desordens, falsidade,
economia desfeita;
com calculada maldade
promessas de felicidade
e a miséria mais estreita

Liberdade, liberdade,
tem cuidado que te matam

Que muito povo se assuste
julgando que tu és culpada,
eis o terrível embuste
por qualquer preço que custe
com que te armam a cilada.

Nota 1: hoje em dia só leio dois jornais em papel, o Jornal das Letras, quinzenal, que assinamos e o Diário de Notícias, semanal, que compramos ao sábado. Habitualmente leio todos os artigos com muito interesse. Artigos de outros jornais vou lendo através de amigos e conhecidos, mesmo que virtuais
Nota 2: conhecia já os poemas de Sophia e Sena celebrando a Liberdade trazida por Abril. Não conhecia estes sobre uma certa desilusão destes grandes poetas, contudo como assinala o autor deste artigo: ” Mas nunca eles renegaram as suas profundas convicções democráticas por isso, bem pelo contrário.
Nota 3: não sei ler poesia, mas adoro ouvir dizer bem poesia – que saudades Mário Viegas!

o meu Avô | My Grandfather

INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO DE HOMENAGEM A ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA

O meu Avô
My Grandfather
Data

7 de setembro

17h00 Horas
Local

Avenida Santos Graça (lado poente), Póvoa de Varzim

https://www.cm-pvarzim.pt/eventos/inauguracao-do-monumento-de-homenagem-a-antonio-dos-santos-graca/